Review: Ookami Kodomo no Ame to Yuki

OkaEstava tentando fazer esse post a um bom tempo e finalmente ele saiu, o blog estava meio parado, digamos que fui obrigada a tirar umas férias, bom agora que o curso começou a pegar pesado tenho que estudar dobrado e com isso fiquei sem tempo e louca de tanto estudar, quase não paro em casa. Então sem mais delongas vou fazer a review do filme que posso definir em apenas uma palavra: Apaixonante.

Ookami Kodomo no Ame to Yuki ou (Wolf Children Ame and Yuki) que significa basicamente Ame e Yuki, As crianças Lobo. Foi um filme do Studio Chizu em parceria com o queridinho Madhouse, o filme estreou em 2012. No roteiro tivemos Mamoru Hosoda bastante conhecido por seu trabalho em Summer Wars e Toki o Kakeru Shōjo.

YukiA história cobre 13 anos e começa com Hana, uma estudante de faculdade de 19 anos, que se encontra e se apaixona, por um homem da mesma faculdade que ela, que depois revela que é um “homem-lobo”, e mesmo assim ela continua com ele. Depois de se casar com ele, Hana dá a luz e cria duas crianças lobo — A mais velha, Yuki (neve), nasceu em um dia em que nevava, e Ame (chuva), o mais novo, nasceu em um dia chuvoso. Os quatro viviam tranquilamente em um canto da cidade, para esconder a existência de “crianças lobo”, mas seu marido homem-lobo morre de repente e Hana decide se mudar para uma cidade rural, distante da modernidade, para criar seus filhos com mais tranquilidade.

okami-kodomo-no-ame-to-yuki_2012-3-3150x1772 O filme trata de uma estória fictícia as não se engane com isso, ela é narrada por Yuki a irmã mais velha, então tem todo um aconchego familiar aproximando os seus próprios sentimentos do telespectador juntamente com fatos corriqueiros do nosso cotidiano com quais conseguimos nos identificar  apesar de se tratar de crianças-lobos, o foco central do filme não é esse, como o próprio Mamoru Hosoda deixa claro em entrevistas. O enfoque maior do filme não é sobre algo sobrenatural ou como surgiu as tais pessoas homem-lobos, deixando claro que não são “lobisomens” já que todos se transformam em lobos quando bem entendem, não comem humanos e não se transformam somente em lua cheia. Realmente o filme é focado na vida de Hana e as dificuldades em criar duas crianças sozinha, veremos algo como a vida de uma mãe solteira.

Mas é notório que além das costumeiras dificuldades que uma mãe solteira apresenta existem as dificuldades do fato das crianças não serem “normais”. O nascimento das crianças assim como eventuais problemas de saúde, por exemplo, se tornam extremamente complicados. Ir a um pediatra ou a um veterinário? Esse é um dos vários questionamentos que Hana tem ao longo da série que no início podem parecer banais, mas que são de vital importância para que ela tome conta dos filhos, fazendo até com que o governo bata na porta de sua casa cobrando explicações sobre a falta de vacinação das crianças.

pups_zpsfb42aed6Tudo isso faz com que Hana por fim largasse a vida nas cidades e se mudasse para o ponto mais longínquo que pudesse encontrar, esperando que seus filhos pudessem ter uma vida mais sossegada, sem mentiras. Mas ninguém consegue se isolar da sociedade facilmente, e nem ela escapou disso. Foram precisos muitos erros para ela perceber que um pouco de ajuda dos vizinhos não fariam mal a ninguém. É a partir daí que a vida dela começa a melhorar.

Porém, entretanto, todavia, a estória não se fixa apenas no drama da mãe solteira. As crianças-lobo também tem seus momentos de destaque na história (elas que dão nome ao filme, afinal). Durante o início de suas vidas, as crianças tem uma vida mista (ora humanos ora lobos), mas ao longo dos anos elas tem que escolher qual caminho levar.

A mais velha, Yuki, que inicialmente gostava de viver como uma loba decide querer estudar numa escola, como uma criança normal. Enquanto o garoto, Ame, que não gostava de se transformar em lobo por medo muda completamente de opinião. Ocorre uma reviravolta com os irmãos, fazendo-os tomar rumos diferentes.

N2Comentários gerais: Particularmente achei o filme bem colorido e bastante detalhado, o que o torna agradável aos olhos e com detalhes de mínimos como plantas se mexendo conforme o vento. Alguns personagens secundários poderiam ter sido melhor explorados, por exemplo o senhor que sempre ajudava Hana ou até mesmo o menino que descobre o segredo de Yuki. Acho que o filme vai depender muito de gosto pessoal, ponto de vista e perspectiva, eu chorei no final do filme já o Junot que ajudou a escrever esse texto comigo, achou que não houve motivo de choro e não viu nada de excepcional no filme.
Se quiserem ter outro opinião sobre o filme dois blogs que resenharam sobre: Entrevista com Hosoda e Um papinho sobre originalidade.

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