Comentários: Psycho-Pass #15 – Justiça com as próprias mãos

PSYCHO-PASSl - 15 - Large 13Bom finalmente tomei coragem e decidi fazer essa nova sessão aqui no blog, eu já tinha feito uns comentários de Psycho-Pass em outro blog mas isso não vem ao caso. Pretendo fazer de outros animes e mangás também, bom isso também é um jeito de manter o blog sempre na ativa, espero que dê certo.

PSYCHO-PASS - 15 - Large 24Esse episódio na verdade só serviu para mostrar de fato o que Makishima veio contestando todos os episódios anteriores: A veracidade do sistema Silibila até onde ele iria, e até que ponto as pessoas confiariam suas vidas cegamente a ele.
Voltando ao ep 14, quando Ginoza tem a conversa com a Chefa, percebemos que ela sabia o ponto fraco de Sibila e temia que acontece-se justamente essa grande revolução onde as pessoas parariam de acreditar no sistema e começariam a contestar e duvidar das escolhas de Sibila.

Pode ter parecido que a única intenção do autor era mostra como as pessoas reagem quando são colocadas a prova e começam a duvidar daquilo que acreditavam. Mas psycho-pass tem referências diretas com a nossa sociedade atual, um bom exemplo disso é como a sociedade aceita rapidamente um sistema que lhe dissesse tudo o que fazer, onde podemos ver claramente o quão preguiçoso o ser humano é, sempre querendo o caminho mais fácil e mais seguro. Apesar de alguns irem contra o sistema, o que prevalece é sempre a maioria e a maioria dita por algo mais fácil que não dê tanto trabalho, uma vida segura, estável, sem assaltos ou morte. Teóricamente é o que todos buscam, um mundo de paz.
Psycho-Pass “constrói” e “desconstrói” facilmente isso. Os diálogos do Makishima sempre são bem interessantes para trama, ao comparar E-books com livros de papel por exemplo é como se ele quisesse dizer, que as pessoas atualmente preferem coisas que não são reais, óbvio que ele vê as coisas de forma diferente e prefere todo realismo, ou seja tecnologia não deveria subustituir certas coisas.

[Commie] Psycho-Pass - 15 [376FAAD3].mkv_snapshot_08.36_[2013.02.02_10.10.00][2]Makishima buscou referências em William Gibson – para quem não conhece criador de Neuromancer públicado em 1984, onde introduziu novos conceitos para época como inteligência artificial e também cyberespaço. Quem também buscou referência no outor foi Masamune Shirow em seu mangá Ghost in the Shell e no filme Ghost in the Shell (filme), que inspirou os irmãos Wachowski na criação da trilogia Matrix.
Outro autor importante foi George Orwell um dos maiores escritores do seculo XX- onde ele quis fazer referência a sua obra mais famosa 1984, o livro fala sobre a opressão da sociedade oligarquia e como as pessoas  reagem a ela com o tempo.
E também Philip K. Dick – percurso do gênero cyberpunk, ele procurava usar humanidade  e realidade desconstruindo os outros romances do mesmo gênero ultilizando em suas obras pessoas reais, e não os heróis aclamados por todos. Sua obra mais famosa foi Blade Runner.
Nesse ponto eu percebi que PP também acabou buscando inspirações nessas obras, ao confrontar o sistema e abrir os olhos da sociedade.

Em sua análise Makishima coloca Dick sobre Orwell, e é necessário olhar para as trajetórias dos “heróis” nas histórias de cada autor. Obras de Orwell são completamente distópico e pessimistas, com personagens que se encontram terminando no mesmo lugar em que começaram, ou em situações piores. Não há progressão – seu desenvolvimento não é o suficiente para derrotar as circunstâncias. Por outro lado, os personagens de Dick experimentam algum tipo de desenvolvimento – apesar de que seus sucessos não serem tão simples como de um príncipe de conto de fadas de derrotar um dragão e ganhar a mão da princesa, no final de sua jornada conseguem uma pequena vitória ao mostrar que o sistema não é forte o suficiente para dominar completamente a vontade individual. Em termos muito simples, preto e branco, Dick está otimista enquanto Orwell é pessimista.

PSYCHO-PASS - 15 - Large 19A questão é que a guerra contra o sistema foi declarada, o caos está feito. Os seguidores de Makishima, que são os miseráveis que o sistema Sibila desprezou. O ataque surpresa A Torre Nona do Ministério de Defesa, é o ponto final por trás do sitema e de quem comanda.
Makishima só quer o bem da sociedade e que os indivíduos vivam e façam escolhas por si só, que haja questionamento, em alguns episódios anterios ele questionou a violência do ser humano e disse ser algo comum e até apreciava ver esse lado da natureza humana, como podemos ver melhor quando acontece a caça a Kogami e até mesmo quando ele mata a amiga da Akane em sua frente. Ele está sempre buscando conhecimento sobre o ser humano levando-o ao seu limite mais extremo. Afinal o que ele é ? Herói ou Vilão ? Claramente que para o sistema ele é o vilão, que não mede esforços para chegar ao seu objetivo – no caso ele julga seu objetivo como um bem comum para todos, onde pequenas perdas precisam ser feitas. E para aqueles que ele libertou/libertará do sistema, ele não seria o herói, e aos olhos do povo um semi-Deus ?

[Commie] Psycho-Pass - 15 [376FAAD3].mkv_snapshot_05.26_[2013.02.02_10.06.16][2]O caos na cidade pessoas sem o capacete cometendo atrocidades alegando defesa, na hora em que comecei a ver a revolta do povo eu fiquei tipo: FUDEU. Sibila calou a voz do povo por anos, assim reprimindo a vontade das pessoas e as controlando, quando as pessoas começaram a ir as ruas e aumentar ainda mais o caos, matando os que estavam com os capacetes, algumas ainda estavam com medo de suas matrizes ficarem sujas e ficaram inventando desculpas para matar. Isso mostra o quanto a cidade “perfeita” não era tão espetacular assim, a revolução da população não foi só porque se sentiram ameaçados e sim porque viram ali uma oportunidade de questionar certas decisões e fazer justiça com as próprias mãos.
Teve gente que achou meio forçado a questão de praticamente todos da cidade enlouquecerem e começarem a matar uns aos outros, sinceramente não é tão surreal assim foi surpreendente ver a virada das ovelhas sobre os lobos da forma como fizeram, afinal de contas, é a prova de que o instinto animal ainda deixou o ser humano, mesmo após anos de Sibila. Simples assim é como dominó em sequência, quando você derruba um todos os outros caem. Por isso não acho que pareceu forçado, quiseram deixar bem claro o quão frágil o sistema era e ao mesmo como andava as pessoas da cidade, uns loucos encubados.

PSYCHO-PASS - 15 - Large 23Uma coisa que sempre vou achar forçado em Psycho-Pass é a vontade que o anime tem de mostrar o quão bom detetive é o Kogami, ele sempre resolve os casos muito rápido mesmo seguindo uma linha de raciocínio lógica, ficou cansativo ele sempre sacar as coisas muito rápido e fazer o que ninguém mais faz. Se intenção era essa, até compreendo, mas fazê-lo sempre o bonzão, acho que seria legal ver a Akane usar mais o cocuruto e realmente resolver um caso, infelizmente a essa altura já não é mais possível.

Outro problema mostrado nesse episódio foi a falta de pessoas para resolver o caos nas ruas, isso tudo porque o sistema cuidava da maior parte das coisas perigosas assim tornando dispensável o uso de humanos, assim só restaram os justiceiros e os inspetores para resolver os casos onde as máquinas não alcançavam. Intrigante isso, mesmo usando máquinas com inteligência superior a de um humano, ainda precisam de humanos para operá-las ou seja extinção da humaninadade também está em jogo, correto? Ao mesmo tempo em que precisam das máquinas, tem medo de que as mesmas possam substitui-los, normal vindo do ser humano. Então simplesmente Makishima quer evitar a extinção de sua cidade natal ? Não me refiro a corpo, e sim mentalmente.

PSYCHO-PASS - 15 - Large 08Comentário Finais: Vocês lembram do primeiro episódio de PP, onde é iniciado uma luta e fraguimentos de vozes (da Akane). Então aguardem que esse fraguimento provavelmente será o próximo episódio, onde teremos um confronto entre Kagomi e Makishima, um herói e um vilão, olho no olho, eu consigo sentir até tensão do próximo episódio, espero ansiosa realmente é pelo diálogo entre os dois e os argumentos que Makishima irá usar e como Kogami vai reagir, afinal querendo ou não ele não concorda plenamente com o sistema. Isso me lembra a nova opening onde Kogami usa uma arma antiga, e não uma dominator. Enfim a queda do sistema é fato, e daqui por diante espero que seja pura tensão e diálogos bem elaborados. Mesmo que alguns achem forçados os diálogos são importantes para compreensão não só do personagem como também de suas ações, e como isso se encaixa na atual sociedade, apesar de muitas coisas serem escancaradas em PP existem muitas coisas nas entrelinhas.

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